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Morumbi fora da Copa 2014


   (foto: tales.ebner)

Nessa época de Copa do Mundo, em que todos os olhos estão voltados para a África do Sul,nós brasileiros já estamos imaginando como será quando nós formos os donos da casa no próximo Mundial em 2014.
Já é hora de começar a arrumar a casa para receber com qualidade as seleções e os milhares de torcedores que virão do mundo inteiro. E foi nesse clima foi noticiado que o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, não vai sediar nenhum jogo da copa por não atender as exigências da FIFA. 
O fato do Morumbi ficar fora da copa 2014 é tratado de maneira diferente pelo jornal O Globo e pela Folha de São Paulo.
O Globo fez uma matéria maior e aparentemente mais completa, dando voz a vários personagens envolvidos neste “teatro”. Trata de maneira mais clara a saída do Morumbi como sede da copa 2014, relatando os motivos da saída e dando espaço para as declarações da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e para o ministro dos esportes Orlando Silva. Alem de usar matérias de outras mídias (Jovem Pan) para enriquecer sua reportagem. Porem não parece ter feito uma apuração tão profunda dos pareceres dos representantes do São Paulo Futebol Clube, proprietário do estádio, se atendo apenas a dizer que: “O São Paulo Futebol Clube ainda não se pronunciou sobre a nota da CBF”.
Já a Folha de São Paulo relata o fato como uma disputa entre Ricardo Teixeira e o presidente do clube do São Paulo Juvenal Juvêncio, vencendo o presidente da CBF. A fala de Ricardo Teixeira no jornal foi retirada de uma entrevista a uma TV, pois ele não quis dar declarações à Folha. A matéria sugere ao leitor que o estádio foi cortado devido a disputa política dos presidentes, apesar de mostrar que o corte também está relacionado ao modesto projeto apresentado pelo clube, bem abaixo do esperado pela FIFA.
Para os leitores destes jornais a impressão passada é totalmente diferente, mesmo com ambas as matérias contando a mesma história. Quem lê apenas “O Globo” criará o conceito de que a exclusão do Morumbi da copa de 2014 foi pautada apenas por questões estruturais de um estádio que, por questões financeiras, não conseguiu atender as exigências da FIFA para o mundial. Contudo aqueles que lêem a “Folha de São Paulo” é convencido pela idéia de que nos bastidores dos preparativos para a Copa do mundo no Brasil existe um intenso jogo político disputado pela CBF e presidentes de alguns clubes, dentre eles o do São Paulo, e que a exclusão do Morumbi é apenas fruto de mais uma destas quedas de braço vencida pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

                                                                                                                          Por Valéria e Jesse 
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A dificuldade da imprensa radiofônica em passar informação na copa 2010.



Em uma Copa do Mundo muito disputada como a que se mostra a da África do Sul, certas peculiaridades são imprescindíveis para se conseguir sucesso em uma partida. Porém o exagero destas pode ocasionar problemas em outros meios, que estão diretamente ligados ao futebol.
A copa que está sendo disputada na África do Sul é talvez a de maior cobertura midiática de todos os tempos. Tendo em vista esse aspecto, a quantidade de informações que são passadas pela imprensa é muito grande, podendo acarretar insatisfações entre as seleções participantes, que, dependendo da notícia, sentem seus planos na competição ameaçados.
Colocando em pauta essa questão polêmica, analisamos matérias de duas rádios que estão cobrindo a Copa do Mundo - a rádio Globo e a rádio ESPN. Em ambas, notícias desse gênero foram comuns dando a visão de claro descontentamento por parte de alguns repórteres.
No treino da Coréia do Norte, alguns jornalistas foram retirados pela polícia após algumas filmagens feitas, que de acordo com a assessoria da seleção norte-coreana não foram permitidas. Na seleção brasileira não foi diferente. Foram liberados à imprensa apenas 15 minutos onde os jogadores estavam se aquecendo. O treino coletivo foi feito a portas fechadas e mais uma vez os jornalistas ficaram decepcionados. Mas este não é o único problema da cobertura brasileira na copa. No programa da radio globo - Globo na Copa - o técnico Dunga disse que não gosta de dar o dia livre a seus jogadores, pois acaba sendo um dia de trabalho devido à ação dos jornalistas que sempre estão em cima. O goleiro do Brasil Júlio César foi mais diplomático. Em uma coletiva de imprensa disse que não gosta de dar entrevista, mas faz parte do trabalho.
O que fica evidente nas matérias analisadas é também o problema que os repórteres enfrentam para obterem notícias fundamentais para uma cobertura bem feita de um evento como o Mundial, tais como contusões, escalação e clima do grupo.
Além disso, pode-se perceber um contato bem menor dos jogadores com a torcida, o que anda frustrando alguns torcedores que ficam na porta do treino e são proibidos de entrar.
Estes são pontos muito polêmicos da discussão, porque os jornalistas precisam de informações para trabalhar, o público também quer saber o máximo sobre os selecionados de seu país, mas equipes não querem correr o risco de serem espionadas em treino por outras seleções. É um impasse complicado, mas o que não pode acontecer são certos excessos de cuidado, para não atrapalhar a função de nenhuma das partes que não estão fazendo nada além do seu trabalho.

                                                                                                       Por Thiago Longatti e Emanuelle
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Kleber retorna ao Palmeiras


                  (Foto: Gustavo Tilio / GLOBOESPORTE.COM)

Após mais de um ano jogando no Cruzeiro, o atacante Kleber retornou ao Palmeiras no dia 9 de junho. Polêmico, o jogador, também conhecido como o Gladiador, causa uma divergência de opiniões entre os torcedores das duas equipes.
Duas emissoras abordaram o tema em seus respectivos programas, a Rede Record, com o programa Esporte Fantástico, e o SporTV, com o Troca de Passes.
Ao analisar as duas matérias percebe-se que o programa da Record, exibido no dia 12 de junho, aborda com maior intensidade a opinião dos torcedores sobre o jogador, chegando a entrevistar pessoas que torcem para um dos dois times. Na reportagem também há a exibição de um vídeo de um torcedor cruzeirense fazendo duras críticas ao atacante.  Nessa matéria encontra-se uma linguagem mais descontraída, informal, o que deixa a notícia mais leve.
Já o programa Troca de Passes, exibido no dia 9 de junho, aborda a notícia com um estilo diferente, apenas comenta alguns detalhes da transferência e entrevista o jogador ao vivo. Isso o diferencia muito do primeiro programa, pois aborda mais a expectativa e pretensões do atleta e não da torcida de ambos os clubes.
Com a comparação, pode-se observar a diferença das duas reportagens que relatam o mesmo tema. A primeira trata o retorno de Kleber de modo festivo, como uma celebração ao que a torcida do Palmeiras esperava. Já a segunda, com a entrevista, os objetivos do atacante são o foco principal da matéria, o que a deixa mais séria e mais imparcial. No entanto, as duas emissoras convergem ao concordar que o jogador acertou ao retornar ao Palmeiras, ao dizerem que “Kléber voltou ao clube de onde nunca deveria ter saído”.

      
                                                                                                                      Por Gabriel e Luisa
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