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As faces de Lady Gaga


As edições do mês de junho das revistas Gloss e Criativa trazem a cantora “Lady Gaga” estampada em suas capas. Cada revista expõe na matéria o ângulo pelo qual vêem essa personalidade tão polemica, utilizando de diversos tipos de linguagem.
As duas revistas têm como padrão uma linguagem destinada a um mesmo público alvo, ou seja, focada nas mulheres de 18 a 28 anos. Por isso, as matérias tem como foco uma Lady Gaga que se tornou ícone fashion e como seus fãs podem acompanhar sua carreira, ou até mesmo usar a moda lançada por ela. 
A revista Gloss tem intitulada como “Gaga” uma matéria compactada, fazendo referencia de como Lady Gaga consegue criar diferentes personagens todos os dias, tornando-a a nova princesa do pop por seu vestuário peculiar e talento musical. A revista utiliza de uma linguagem ágil, direta e intensa, usando termos como “revolucionário pop” ou “sobre – humana” como forma de influenciar as jovens mulheres a uma visão favorável sobre a cantora e seu modo de vestir excêntrico.
“O castelo de cartas de Lady Gaga” é o titulo dado pela revista Criativa a matéria.  Abordando sua vida pessoal, analisando suas músicas e também seu modo de vestir, são dedicadas _(aqui tem que colocar o número de páginas, Paula) páginas a Lady Gaga, incluindo nessas diversos looks com inspiração na cantora norte-americana. A revista trabalha ainda com dados da transformação de Gaga em um ícone, permitindo que o leitor conheça a grande profissional que é, induzindo que ocorra uma mudança positiva no modo de vê-la por parte das leitoras. Ainda a fim de persuadir uma visão otimista sobre a cantora, são colocadas frases ditas por atrizes, celebridades e covers de Lady Gaga brasileiras com mensagens a respeito dela, sempre iniciadas com “Bancar a Lady Gaga é ...”
Pela analise feita sobre as revistas, a Gloss concedeu menos ênfase ao assunto, mesmo este estando como capa, a matéria foi realizada superficialmente, tratando apenas de como Lady Gaga é vista pelo seu modo de se vestir, esquecendo se que ela é uma cantora. Enquanto, a revista Criativa, que na sua edição de aniversario, abordou o tema detalhadamente, relatando a trajetória da carreira da cantora, como é a elaboração de clips e em quais artistas são inspirados (tidos como referencia), além do seu “não estilo” que varia a cada dia sem seguir um padrão. Enfim, confiram as matérias dessa nova princesa do pop Lady Gaga.
Por Maria Cecília e Paula
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O Monopólio da Informação


O tipo de linguagem a ser utilizado é fundamental em qualquer meio de comunicação e representa as relações estabelecidas entre mídia e seu público alvo. Analisando a linguagem dos textos em jornais impressos, pode-se perceber a qual grupo social determinada informação é direcionada. Na atualidade, estamos cada vez mais cercados de informações, sejam gigantescos outdoors, sejam simples SMS de celular, tudo chega muito rápido, e se torna ultrapassado também muito rápido. Por isso, a maior necessidade dos meios de comunicação em geral, mas principalmente dos jornais impressos, é manter-se sempre atualizado, pelo menos nas principais notícias e ainda adaptar-se à pouca disponibilidade de tempo dos leitores, construindo textos concisos, breves, que deem conta de informar o leitor, atendendo às suas expectativas.
Nessa perspectiva, analisemos os jornais "O Tempo" e "Hoje em Dia", dois veículos de grande circulação em Minas. Ambos trazem para o leitor uma linguagem bem clara e sucinta. O Tempo apresenta uma diagramação mais moderna, e o "Hoje em Dia", por sua vez, traz as notícias mais completas. Numa determinada notícia abordada pelos dois jornais, percebemos claramente que ambos utilizaram o mesmo release que provavelmente foi obtido em uma agência de notícias, limitando-se a editarem parcialmente o texto original. Leitores mais atentos que lessem os dois jornais em questão facilmente perceberiam que a matéria foi apenas adaptada ao contexto de cada jornal, sendo que não se preocuparam com esta inevitável comparação, negligenciando a impressão das diferentes linguagens características de cada jornal.
Na sessão de política, a notícia, em apreço, trata do encontro entre a candidata do PT à presidência, Dilma Rouseff, com o presidente da França Nicolas Sarkozy.
Leia-se este parágrafo de "O Tempo":
“Sarkozy não se pronunciou ao fim do encontro, limitando-se a posar para fotografias e a abanar para a imprensa. Tampouco o Palácio do Eliseu divulgou nota sobre o teor da reunião”.
Agora, observe-se este parágrafo do "Hoje em Dia":
“Sarkozy não se pronunciou ao fim do encontro, que teve cerca de 25 minutos de duração, limitando-se a posar para fotografias e a abanar para a imprensa.
“Tampouco o Palácio do Eliseu divulgou nota sobre o conteúdo da reunião”.
Pode-se perceber que o trecho tirado do segundo jornal (Hoje em Dia) se diferencia do que foi tirado do primeiro jornal (O Tempo) apenas pelo acréscimo do seguinte dado: “que teve cerca de 25 minutos de duração”, além da divisão do período em mais um parágrafo, o que mostra claramente que a notícia foi adquiria através da mesma fonte.
Isso é errado? A princípio não. O problema é, sob o ponto de vista jornalístico, a provável falta de apuração das informações; não que a matéria esteja de fato errada, mas a negligência na apuração poderia permitir que uma informação equivocada fosse noticiada, caminhando na direção contrária da função da mídia, desinformando o leitor e causando confusão.
Além da não apuração das informações, ocorre uma monopolização das notícias pelas agências, uma vez que os jornais não buscam, cada um à sua maneira, os fatos, impedindo que haja uma variação na linguagem utilizada na apresentação da notícia ou ainda diferenciados focos através dos muitos envolvidos no processo. Dessa forma, os jornais deixam nas mãos das agências o domínio sobre o que será notícia e como a mesma será tratada na matéria.
É necessário que haja, ao menos, a apuração dos fatos noticiados, para que, na edição da matéria, a notícia tenha a linguagem diferenciada de cada imprensa, democratizando as informações e deixando ao leitor diversos olhares a serem interpretados.
                                                            
                                                             Por Diego Meneses e Fernando Oliveira
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Eleições em Minas sob diferentes óticas


Os jornais impressos, “O Tempo” e “Estado de Minas” trazem uma notícia em suas edições do dia 25 de junho de 2010, sobre a recente pesquisa do instituto Vox Populi no Estado de Minas Gerais sobre a corrida para ocupação do cargo de Governador do Estado.
Ambas as notícias foram destaque na capa dos jornais. Sabe-se subjetivamente que o “Estado de Minas” é ligado aos tucanos e possui certo grau de envolvimento com a difusão de uma imagem predominantemente positiva do atual Governo do Estado que possui candidato ao cargo de Governador. Já o jornal “O Tempo” apresenta a mesma notícia com certo grau de imparcialidade, contudo, destacando o candidato do PMDB/PT com mais ênfase. Isso fica evidenciado na linguagem adotada pelo discurso da notícia, bem como a apresentação dos atores sociais envolvidos na pesquisa.
Os atores sociais representados na disputa ao Governo Estadual são retratados de formas diferentes nos jornais analisados. Enquanto no “Estado de Minas” o atual Governador Antônio Anastasia é apresentado como o candidato que vem crescendo nas pesquisas de opinião com o apoio do ex-governador e candidato ao Senado Aécio Neves e massiva exposição na mídia; o jornal “O Tempo” apesar de apresentar o crescimento de Anastasia divulga a expressiva liderança de Hélio Costa e Patrus Ananias na corrida eleitoral, incutindo no leitor de forma subliminar que essa é a melhor opção de voto e a preferência maciça dos mineiros.
Fica evidente que ambos os órgãos de imprensa possuem certo grau de cumplicidade com os grandes partidos políticos da tradicional política mineira. Resta saber se essa linguagem adotada pelos órgãos de imprensa vai, afinal, influenciar na vitória dos candidatos. Nesse momento de pré-campanha torna-se possível afirmar que a expressiva exposição na mídia é capaz de mudar o cenário político e angariar votos, já que a pesquisa citada aponta este como principal fator de crescimento de Anastasia, mesmo ele sendo conhecido por apenas 33% do eleitorado, enquanto seu adversário Hélio Costa é conhecido por 64% dos entrevistados e vem caindo gradativamente na preferência do eleitorado. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número 36.536/2010 e aconteceu entre 19 e 23 de junho sendo entrevistados 2.250 eleitores mineiros.

Por Carlos Bem e Antonio
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O Forró Midiático


           Revista Época                                                  Revista IstoÉ

As edições dos dias 07 e 16 de junho das Revistas ÉPOCA e ISTOÉ, trazem, respectivamente, em um de seus espaços culturais, uma crítica ao mais novo CD do cantor Gilberto Gil, batizado de "Fé na Festa".
Ambas as revistas citam a sonoridade que Gil adota em seu mais recente trabalho, fortemente influenciado por ritmos nordestinos, tais como o baião, o xote e o forró.
Porém as semelhanças param por aí. ÉPOCA trás um texto mais elaborado, onde é apresentada a trajetória de vida do cantor desde sua infância até os tempos de ministro do governo federal, e também as fortes inspirações em outros cantores do gênero na produção do novo CD, enquanto a revista ISTOÉ apresenta apenas um texto mais enxuto, onde o novo trabalho de Gil é apresentado praticamente como “apenas mais um”. Também um breve comentário sobre algumas das faixas que compõe o novo álbum.
Destaca-se também a diferença nos títulos das duas críticas do álbum. Enquanto a revista ÉPOCA adota uma linguagem mais informal e “brincalhona” com a figura de Gil, ao dar o título na crítica de “Um Gil com pipoca e quentão”, a ISTOÉ prefere ser mais formal ao intitular “O arraial do Gil: O cantor e compositor Gilberto Gil faz aniversário na semana das festas juninas, entre os dias de São João e de São Pedro”.
                                                                                          Por Pedro Carozzi e Felipe Macedo
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Morumbi fora da Copa 2014


   (foto: tales.ebner)

Nessa época de Copa do Mundo, em que todos os olhos estão voltados para a África do Sul,nós brasileiros já estamos imaginando como será quando nós formos os donos da casa no próximo Mundial em 2014.
Já é hora de começar a arrumar a casa para receber com qualidade as seleções e os milhares de torcedores que virão do mundo inteiro. E foi nesse clima foi noticiado que o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, não vai sediar nenhum jogo da copa por não atender as exigências da FIFA. 
O fato do Morumbi ficar fora da copa 2014 é tratado de maneira diferente pelo jornal O Globo e pela Folha de São Paulo.
O Globo fez uma matéria maior e aparentemente mais completa, dando voz a vários personagens envolvidos neste “teatro”. Trata de maneira mais clara a saída do Morumbi como sede da copa 2014, relatando os motivos da saída e dando espaço para as declarações da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e para o ministro dos esportes Orlando Silva. Alem de usar matérias de outras mídias (Jovem Pan) para enriquecer sua reportagem. Porem não parece ter feito uma apuração tão profunda dos pareceres dos representantes do São Paulo Futebol Clube, proprietário do estádio, se atendo apenas a dizer que: “O São Paulo Futebol Clube ainda não se pronunciou sobre a nota da CBF”.
Já a Folha de São Paulo relata o fato como uma disputa entre Ricardo Teixeira e o presidente do clube do São Paulo Juvenal Juvêncio, vencendo o presidente da CBF. A fala de Ricardo Teixeira no jornal foi retirada de uma entrevista a uma TV, pois ele não quis dar declarações à Folha. A matéria sugere ao leitor que o estádio foi cortado devido a disputa política dos presidentes, apesar de mostrar que o corte também está relacionado ao modesto projeto apresentado pelo clube, bem abaixo do esperado pela FIFA.
Para os leitores destes jornais a impressão passada é totalmente diferente, mesmo com ambas as matérias contando a mesma história. Quem lê apenas “O Globo” criará o conceito de que a exclusão do Morumbi da copa de 2014 foi pautada apenas por questões estruturais de um estádio que, por questões financeiras, não conseguiu atender as exigências da FIFA para o mundial. Contudo aqueles que lêem a “Folha de São Paulo” é convencido pela idéia de que nos bastidores dos preparativos para a Copa do mundo no Brasil existe um intenso jogo político disputado pela CBF e presidentes de alguns clubes, dentre eles o do São Paulo, e que a exclusão do Morumbi é apenas fruto de mais uma destas quedas de braço vencida pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

                                                                                                                          Por Valéria e Jesse 
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Controle de qualidade nos cartões de crédito.


O setor de cartões de crédito prevê para 2011 a criação de um selo de qualidade que deve ser seguido pelas empresas aptas às boas práticas. O selo funcionará como instrumento de seleção, indicando a credibilidade da empresa responsável pelo cartão. A presença do selo oferecerá vantagens ao consumidor, uma vez que servirá para coibir práticas consideradas inadequadas pelo setor, como o envio de cartões sem que o cliente tenha solicitado. Além disso, através do uso do novo selo, as tarifas serão reguladas, os nomes dos serviços padronizados e haverá também mais segurança.
A notícia foi abordada pelos jornais “Estado de Minas” e “Folha de São Paulo”. O jornal mineiro a publica em uma nota: é bem sucinto e objetivo, dando as informações mais básicas para que os leitores, mesmo os que não entendem de economia, possam se informar. Por outro lado, a Folha aborda o tema com mais profundidade. No corpo do texto aparecem opiniões de especialistas da área; tornando o assunto mais compreensível para quem não entende de economia e mais completa para quem entende. Os dois jornais abordam a notícia quase que com as mesmas frases, convergindo no tamanho do texto, como já foi dito. As frases possuem poucas palavras divergentes e utilizam de expressões típicas do setor econômico, como em "Quem não tiver o selo estará em desvantagem na competição", frase dita por Denílson Molina, membro do conselho de ética da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).
Fontes:
Estado de Minas e Folha de São Paulo de 19/06/2010;
                                                                                               Por Pedro D’Angelo e Thamires Castro

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