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Política nos meios de comunicação radiofônicos em mês de Copa


            Foram observadas, entre os dias 14 e 18 de junho, as rádios Emboabas FM (São João Del Rei), Guarani FM (Belo Horizonte) e Senado FM (Brasília). Esta última, foi analisada durante o programa Voz do Brasil, que vai ao ar diariamente em todas as emissoras radiofônicas abertas do país, das 19h às 20 h, horário de Brasília.  
            O tema político, durante os dias analisados, não foi abordado com muito destaque. No período em questão, praticamente todos os meios de comunicação de massa do país deram maior enfoque à participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Dentre os veículos e programas analisados, foi a Voz do Brasil, um noticiário público, que ofereceu maior destaque às questões ligadas à política.   
            Vale lembrar que, no rádio, os conteúdos são abordados de maneira mais rápida e fugaz que em outros meio de comunicação. Muitas vezes, os temas são referidos através de pequenas chamadas, que variam entre um e três minutos. Nos três meios escolhidos para análise, foi possível observar a recorrência de dois temas políticos. Foram eles: o novo plano de carreira para os profissionais da educação de Minas Gerais e o reajuste de 7,7 % para os aposentados e pensionistas do INSS, sancionado na última terça-feira pelo presidente Lula.
            A rádio Senado, além de oferecer maior destaque para os conteúdos políticos, demonstrou maior independência na elaboração de suas chamadas. Os dois temas em questão foram abordados de modo mais aprofundo por este veículo. No caso do reajuste para os aposentados, a rádio realizou uma entrevista exclusiva com o Deputado Paulo Paim (PT-RS), um dos defensores do reajuste de 7,7 %. Já as rádios Guarani e Emboabas, abordaram de maneira muito semelhante os temas do ajuste salarial e do plano de carreira, o que nos leva a crer que ambas utilizaram a mesma fonte na elaboração das notícias.

Por Tiago Morandi e Daniel
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Programação Infantil em Rádios Educativas


              
            Desde o seu surgimento no Brasil, em 1923, o rádio passou por diversas transições estruturais e tecnológicas. Com o advento da televisão e posteriormente da internet, vem sendo uma constante o questionamento a cerca da manutenção desse tipo de mídia, já que novas linguagens se configuram no cenário pós-moderno. As linguagens híbridas, dotadas de imagens, sons e textos em tempo real, que suprimem as necessidades da corrida contra o tempo do homem contemporâneo, substituem a dinâmica da comunicação radiofônica?
            Muitos profetizam a extinção do rádio nesse novo contexto de linguagens. Por outro lado, existem emissoras educativas que apostam na criação de programas inusitados. E ainda, voltados para um público que raramente se encontra na qualidade de alvo das mídias radiofônicas comerciais.
            As rádios USP FM 93,7 Mhz e MEC AM 1130 e 800 Khz, ambas de São Paulo, são emissoras educativas que possuem em suas grades programas destinados ao público infantil: “Assobio49” e “Rádio Maluca”. O primeiro, da Universidade de São Paulo, e o outro, do Ministério da Educação e Cultura, contemplam a criatividade e estimulam a imaginação das crianças do Brasil.
            “Assobio49” surgiu em 2009 e é apresentado pelo próprio professor de música da USP - Pedro Paulo Salles - e pela garota de apenas dez anos, Júlia Stange, vai ao ar todo 1º domingo de cada mês às 08h30min, com reprise na manhã do 3º domingo. Esse programa apresenta uma linguagem erudita para as crianças. Sua temática é o assobio, som bucal, que também é emitido por diversos outros objetos, tais como flauta, chaleiras, apito de trem, entre outros. Os locutores, com uma qualidade ímpar, apresentam aos ouvintes uma diversidade de assuntos relacionados a esse som universal. Filmes e desenhos animados são tratados de maneira dinâmica e educativa, explorando a sonoridade de cada obra. Pedro e Júlia divertem as crianças, aguçando a curiosidade das mesmas a conhecerem a cultura de conjuntos musicais, literários, cinematográficos e, ao mesmo tempo, promove a inserção da criança em seu próprio contexto cotidiano.
            Com uma linguagem mais popular e acessível, a “Rádio Maluca”, que surgiu em 1994, propõe cultura às crianças de forma mais interativa. O programa utiliza um formato já extinto na maioria das rádios brasileiras, o auditório. O apresentador Zé Zuca dirige o programa e a participação direta das crianças. Por meio de enquetes, brincadeiras e com a participação de músicos e contadores de histórias, o locutor envolve a platéia com uma linguagem informal e agradável. A “Rádio Maluca” é transmitida todos os sábados de 11h às 12h.
            Rádios como estas, de cunho educativo, não sofrem a pressão do mercado capitalista, e talvez seja por isso que em rádios convencionais não encontramos programas de igual formato. Outra questão relevante é a carência de investimentos em conteúdos de comunicação voltados ao público infantil, sugerindo que este público já é fruto da linguagem das novas mídias e que não cabe o investimento do rádio neste setor.
            Para aqueles que quiserem apreciar estas raridades do veículo radiofônico, não precisam descartar as novas mídias, basta acessar os sites www.radiomec.com.br e www.radio.usp.br e conferir. Esta seria uma boa proposta para o nosso curso de jornalismo, recentemente criado na UFSJ, uma vez que universidades possibilitam projetos experimentais como estes.

                                                                                                 Por Emanuel Machado e Mariana Fernandes
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A dificuldade da imprensa radiofônica em passar informação na copa 2010.



Em uma Copa do Mundo muito disputada como a que se mostra a da África do Sul, certas peculiaridades são imprescindíveis para se conseguir sucesso em uma partida. Porém o exagero destas pode ocasionar problemas em outros meios, que estão diretamente ligados ao futebol.
A copa que está sendo disputada na África do Sul é talvez a de maior cobertura midiática de todos os tempos. Tendo em vista esse aspecto, a quantidade de informações que são passadas pela imprensa é muito grande, podendo acarretar insatisfações entre as seleções participantes, que, dependendo da notícia, sentem seus planos na competição ameaçados.
Colocando em pauta essa questão polêmica, analisamos matérias de duas rádios que estão cobrindo a Copa do Mundo - a rádio Globo e a rádio ESPN. Em ambas, notícias desse gênero foram comuns dando a visão de claro descontentamento por parte de alguns repórteres.
No treino da Coréia do Norte, alguns jornalistas foram retirados pela polícia após algumas filmagens feitas, que de acordo com a assessoria da seleção norte-coreana não foram permitidas. Na seleção brasileira não foi diferente. Foram liberados à imprensa apenas 15 minutos onde os jogadores estavam se aquecendo. O treino coletivo foi feito a portas fechadas e mais uma vez os jornalistas ficaram decepcionados. Mas este não é o único problema da cobertura brasileira na copa. No programa da radio globo - Globo na Copa - o técnico Dunga disse que não gosta de dar o dia livre a seus jogadores, pois acaba sendo um dia de trabalho devido à ação dos jornalistas que sempre estão em cima. O goleiro do Brasil Júlio César foi mais diplomático. Em uma coletiva de imprensa disse que não gosta de dar entrevista, mas faz parte do trabalho.
O que fica evidente nas matérias analisadas é também o problema que os repórteres enfrentam para obterem notícias fundamentais para uma cobertura bem feita de um evento como o Mundial, tais como contusões, escalação e clima do grupo.
Além disso, pode-se perceber um contato bem menor dos jogadores com a torcida, o que anda frustrando alguns torcedores que ficam na porta do treino e são proibidos de entrar.
Estes são pontos muito polêmicos da discussão, porque os jornalistas precisam de informações para trabalhar, o público também quer saber o máximo sobre os selecionados de seu país, mas equipes não querem correr o risco de serem espionadas em treino por outras seleções. É um impasse complicado, mas o que não pode acontecer são certos excessos de cuidado, para não atrapalhar a função de nenhuma das partes que não estão fazendo nada além do seu trabalho.

                                                                                                       Por Thiago Longatti e Emanuelle
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Gols de emprego durante a Copa



 
A rádio Itatiaia e a rádio Web século XX noticiaram duas matérias relacionadas ao crescimento de setores da economia, em decorrência da Copa do Mundo na África do Sul em 2010. 
“Perspectiva é de aumento de nove mil postos de trabalho em Minas Gerais durante a Copa” foi o título da matéria noticiada no dia 4/06/2010 pela rádio Itatiaia. Já a rádio Web século XX foi: “Copa vai abrir 4 mil vagas de emprego em BH.”
Ao observar os títulos utilizados já se pode perceber que ambas utilizam um discurso favorável ao mundial com relação aos efeitos econômicos no setor de comércio e serviços.
A notícia vinculada na rádio Web inicia-se com um flash back sobre a copa de 1970, mostrando o crescimento da população, o alto consumo de artigos esportivos e de televisores e, também, as estratégias de marketing utilizadas pelo comércio como, por exemplo: televisionar os jogos em bares e restaurantes a fim de atrair clientes.  Com as vitórias da seleção brasileira, as pessoas ficam mais felizes e consomem mais, e há também a chance de efetivação para aqueles que exercem funções temporárias.
A rádio Itatiaia também enfatiza a influência econômica da Copa em bares, restaurantes e lojas através do aumento do consumo e das ofertas de postos de trabalho. O período da Copa, próximo a datas comemorativas como o dia das mães e do dia dos namorados oferece opções de presentes que remetam a este  grande evento do esporte
Com relação às Ciências da Linguagem, pode-se observar a utilização de uma linguagem simples, de fácil compreensão, para tratar de economia. Em ambas há utilização de dados estatísticos, citações de órgãos relacionados à economia e de economistas para legitimar e reforçar os dados e objetivos das noticias, deixando as matérias mais ricas e acessíveis  ao público.
Para ter acesso completo, basta conferir os seguintes links:
(acessados no dia 14/06/10, ás 16h10min min.)

                                                                
                                                                 Por Cláudia Batista Lino Rodrigues e Thamiris Franco Martins
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